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Jihad nas salas de aula dos EUApor Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/1447/jihad-nas-salas-de-aula-dos-eua Original em inglês: Islamists Police the Classroom [at the University of South Florida]
A Associação dos Muçulmanos Unidos (UMA, na sigla em ingês) da Flórida é um grupo que se alinha aberta e estreitamente com o Conselho das Relações EUA-Islam, assim como outras organizações islâmicas. Pouco tempo atrás, a UMA publicou em seu site, em tom de comemoração, notícias de que a Universidade do Sul da Flórida (conhecida, na época em que Sami Al-Arian [demitido por acusações de suposta ligação com o terrorismo] ali era professor, como "Jihad U." [Universidade Jihad]) promoverá dois cursos sobre Islã no próximo semestre. (São eles "O Islã na história mundial", ministrado por William Cummings, e "O Islã e os Estados Unidos", cujo professor será K. O'Connor). Até aí, tudo bem. Mas então a UMA faz suceder à notícia o seguinte comentário: "Para que tenhamos certeza de que esses professores, todos eles sem dúvida gente de muito boa fé, insha'Allah [se Deus quiser], tratarão o Islã corretamente, será proveitoso que haja alguns estudantes muçulmanos em sala de aula, mesmo que esses cursos não façam parte do currículo obrigatório." Aí tem você o recado, preto no branco: na universidade, o Islã deve ser ensinado de um jeito piedoso, como numa escola religiosa. Nas entrelinhas essa demanda - note o "insha'Allah" - está dito que cursos assim cumprem o propósito de atrair novos conversos para o Islã (da'wa). Para ter certeza de que isso ocorrerá, uma organização islâmica recruta estudantes islâmicos para fazer sentir sua presença. É de presumir que, caso os professores digam algo que os desagrade, os estudantes reclamarão ruidosamente e suas queixas serão tidas por legítimas, ao ponto de afetar as carreiras de Cummings e O'Connor. Estes dois profissionais possivelmente se sentirão pressionados a apresentar o Islã e os muçulmanos de forma acrítica. Esse processo de apologética já está em curso no âmbito das pesquisas sobre Oriente Médio nas universidades. Eu mesmo documentei um sintoma-chave, a má vontade de especialistas em admtir o sentido de jihad. Mais amplamente, meu colega Jonathan Calt Harris mostou como pesquisadores saltam totalmente a questão do Islã militante. No nível da high school, um célebre livro didático e uma grade curricular amplamente adotada, ambos para o sétimo ano, recrutam abertamente para o Islã nas escolas públicas. É possível até mesmo encontrar esse tipo de da`wa em documentários aplaudidos pela opinião pública. Ao que eu respondo: bem-vindos, senhoras e senhores, ao dhimmitude incipiente, um estado em que – entre outras facetas – os não-muçulmanos não ousam emitir uma sequer palavra contra o Islã ou os muçulmanos. De volta à sala de aula: enquanto os estudantes ainda têm, certamente, o direito de assistir às aulas que quiserem, ofereço, no espírito de protelar o advento da dhimmitude, os serviços da Campus Watch aos professores que se sentirem sujeitos a pressões exercidas por uma organização islâmica qualquer. Tópicos Relacionados: Estudos sobre o Oriente Médio, Islã Radical cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
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