Daniel Pipes
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Estudar o Alcorão?

por Daniel Pipes
Mídia Sem Máscara
2 de Fevereiro de 2004

Original em inglês: Study the Koran?

"Qualquer pessoa preocupada com o que está acontecendo em nosso mundo devia dedicar um tempo à leitura do Alcorão." Esse foi o conselho dado pelo famoso comentarista da CBS Andy Rooney logo após o 11 de Setembro, como foi o de muitos outros.

A sugestão faz sentido imediato, visto que os próprios terroristas afirmam agir com base no livro sagrado do Islamismo. O acusado de liderar o 11 de Setembro Mohammed Atta levava um Alcorão ( palavra algumas vezes encontrada no original Qur'an ) na mala que despachara no embarque. Seu documento com cinco páginas de recomendações para seus companheiros de seqüestro instruía-os a rezar, pedir orientação a Deus e "continuar recitando o Alcorão". Osama bin Laden cita com freqüência o Alcorão para motivar e convencer seus seguidores.

Testemunhas relatam que pelo menos um dos terroristas suicidas que tentaram, no mês passado, assassinar o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, lia o Alcorão antes de se explodir pelos ares. É comum o Alcorão aparecer em destaque nos vídeos de suicidas do Hamas.

E, com efeito, muitos não-muçulmanos têm lido o Alcorão. Nas semanas seguintes ao 11 de Setembro, a maior editora do livro nos Estados Unidos informou que as vendas tinham-se multiplicado por cinco; para atender a demanda, exemplares foram despachados da Grã-Bretanha por via aérea. As livrarias americanas declararam ter vendido mais volumes do Alcorão que da Bíblia.

Tudo isso, aliás, era música para os ouvidos islamistas. Hossam Gabri, da Sociedade Islâmica de Boston, grupo ligado a um financiador do terorrismo, considera "um avanço muito positivo" que não-muçulmanos tentem conhecer o Alcorão. Mas ler o Alcorão é tomar, precisamente, a direção oposta à compreensão "do que está acontecendo em nosso mundo". Isso porque o Alcorão é:

Um livro de História, entretanto, é um livro de História. Em vez do Alcorão, aconselho quem deseje estudar o Islã militante e a violência que ele inspira a aprender sobre fenômenos como o movimento wahhabi, a revolução de Khomeini e a Al-Qaeda. A História muçulmana, não a Teologia islâmica, explica como chegamos até aqui e dá indícios do que pode vir pela frente.

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