Daniel Pipes
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Convertidos ao terrorismo

por Daniel Pipes
New York Sun
6 de Dezembro de 2005

Original em inglês: Converts to Terrorism
Tradução: Márcia Leal

Os convertidos ao Islã estão assumindo o controle das operações terroristas antes realizadas principalmente por imigrantes de origem muçulmana e seus descendentes.

Muriel Degauque

Essa alteração ficou dramaticamente clara quando uma belga convertida ao Islã, Muriel Degauque, de 38 anos, explodiu-se com uma bomba em um ataque suicida na periferia de Bagdá no dia 9 de novembro, tornando-se a primeira mulher ocidental de origem cristã a se matar pela causa islamista. E das quatorze pessoas presas em conexão com Degauque, metade era de convertidos ao Islã. Na Holanda, vizinha à Bélgica, um relatório publicado recentemente pelo governo dedica-se ao exame específico dos casos de convertidos que aderiram ao extremismo.

Os grupos terroristas islâmicos valorizam particularmente os que se convertem. Eles conhecem a cultura local e nela passam despercebidos. Eles não podem ser deportados. Conseguem ocultar sua filiação religiosa evitando mesquitas, mantendo uma rotina discreta, até mesmo consumindo bebidas alcoólicas e drogas no intuito de preservar seus disfarces. Um manual de instruções aconselha os futuros terroristas suicidas com destino ao Iraque que "usem jeans, comam doughnuts e sempre levem consigo um walkman".

Os convertidos que foram sentenciados por realizar alguma operação terrorista ou em conexão com o terrorismo vêm de diversos países ocidentais. A lista que se segue é apenas parcial. (Os convertidos ainda na condição de suspeitos, detidos ou indiciados farão parte de outro artigo.)

Em Al Qaeda in Europe (editora Prometheus), Lorenzo Vidino relata que as autoridades estimam que "dezenas de convertidos europeus ligaram-se a grupos terroristas". O problema sequer se restringe aos convertidos ocidentais.

O número crescente de convertidos ao terrorismo indica que medidas contraterroristas como procurar por nomes muçulmanos ou impedir que terroristas potenciais cruzem as fronteiras não são suficientes. Agora também é fundamental identificar com exatidão quem se converte ao Islã e investigar os convertidos para saber quais deles se tornaram radicais.

Mesmo que não fossem convertidas ao Islamismo, algumas das pessoas mencionadas acima poderiam ter aderido ao terrorismo. Mas a segurança no Ocidente, nas Filipinas ou em qualquer outro lugar do mundo requer a compreensão de um problema espinhoso: a conversão ao Islã aumenta substancialmente a probabilidade de o convertido se envolver em ações terroristas.

Tópicos Relacionados:  Islã Radical, Muçulmanos no Ocidente, Terrorismo cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português