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Porém, estes obstáculos não impediram ao MEK de trombetear o islamismo como uma nova ameaça global, provendo importante inteligência ao Ocidente – por exemplo, sobre o programa nuclear do Irã – apavorando o regime de Teerã e promovendo grandes exibições de solidariedade contra o regime.
A reunião inspirou várias observações. Primeiro, a produção jeitosa, com insinuações de uma convenção política americana – balões e serpentinas caindo do teto, uma sucessão televisada do líder chegando cavalgando – tinha como objetivo principalmente uma audiência que estava fora do hall, especialmente no Irã.
Terceiro, a análise detalhada de Rajavi não mencionou nem os Estados Unidos nem Israel, algo extremamente raro para um importante discurso sobre políticas do Oriente Médio. Ela nem sequer insinuou pensamentos conspiratórios, uma mudança profundamente bem-vinda para as políticas iranianas. Finalmente, nenhum outro grupo de oposição no mundo consegue montar tão impressionante exibição de força como faz o MEK, com seus milhares de adeptos, muitos dos quais jovens fora uma lista de dignitários. Estes fatores, combinados a uma reação do mullah já beirando fobia, em relação ao MEK, sugere que a organização apresenta uma ferramenta formidável para intimidar Teerã. Ai, o Ocidente não pode trabalhar agora com o MEK, devido a uma decisão da administração Clinton de 1997, seguida cinco anos depois pela União Européia, para oferecer um paliativo aos mullahs e declará-los um grupo terrorista, colocando-os oficialmente no mesmo nível da Al-Qaeda, Hamas e Hizbullah. Um membro português do parlamento europeu, Paulo Casaca, observa que os funcionários em ambos os lados do Atlântico dizem oficialmente que a única razão pela qual o grupo foi colocado na lista do terrorismo norte-americana, a princípio seria para mostrar um "gesto de boa vontade" ao regime iraniano. Mas o MEK não apresenta nenhum perigo aos americanos ou aos europeus e não o tem apresentado por décadas. Apresenta sim, um perigo ao regime maligno, belicoso, teocrático de Teerã. A utilidade do MEK para os países ocidentais está refletida mesmo na incompatível, até mesmo contraditória atitude do governo norte-americano para com ele durante a última década. Um exemplo divertido apareceu em outubro de 2003, quando o secretário de Estado Colin Powell, , que sarcasticamente escreveu para Donald Rumsfeld, então secretário de defesa, um lembrete que a força de 3.800 do MEK no Acampamento de Ashraf no Iraque supostamente era para ser tratada como prisioneiros e não como aliados. Mas não será nada divertindo quando a presença americana diminuir no Iraque e milhares de membros do MEK desarmados serão deixados às tenras clemências do regime pró-Teerã em Bagdá. Tardiamente, a administração Bush precisa dar três passos. Primeiro, permitir aos membros da MEK deixarem o Acampamento de Ashraf de uma maneira humanitária e segura. Segundo, retirar a organização da lista das organizações terroristas, soltando-os para desafiar a República islâmica do Irã. Terceiro, explorar o medo desordenado que o regime tem do MEK. Assim como Patrick Clawson e eu sugerimos há mais de quatro anos, "a deter os mullahs a darem passos hostis (apoiar o terrorismo contra as tropas de coalizão no Iraque e a construir armas nucleares), eles poderiam ser altamente efetivos na ameaça às reuniões norte-americanas com o MEK ou de prover ajuda para sua campanha de publicidade contra o regime". Este conselho permanece bom, mas não temos mais quatro anos para esperar. Tópicos Relacionados: Irã, Política externa dos Estados Unidos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
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