|
|||||||||||
|
|||||||||||
|
Artigos Relacionados Salvando a Guerra do Iraquepor Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/4791/salvando-a-guerra-do-iraque Original em inglês: Salvaging the Iraq War Duas posições dominam e polarizam hoje o corpo político americano. Alguns dizem que a guerra está perdida, portanto deixem o Iraque. Outros dizem que a guerra pode ser ganha, portanto deixem as tropas lá. Eu dividi a diferença e ofereço uma terceira rota. A ocupação está perdida, mas a guerra pode ser ganha. Mantenha as tropas norte-americanas no Iraque, mas retire-as das cidades. Eu já previ o fracasso de uma ocupação militar liderada pelos americanos no Iraque em fevereiro de 1991, assim que a guerra do Kuwait acabou, tendo escrito então que uma ocupação que durasse mais do que alguns meses "provavelmente conduziria a um dos grandes desastres da política externa americana". Eu cheguei a esta conclusão com base no fato da população do Iraque vir "a se ressentir muito fortemente de uma força de ocupação predominantemente americana". Então, eu concluí, que a infâmia do fogo de franco atiradores iria enterrar o prestígio da superioridade militar de alta tecnologia, "a famosa vitória alcançada pelos Tomahawks, Tornados e Patriots se tornaria rapidamente uma memória obscura". Em abril de 1991, eu adicionei que "as tropas americanas seriam rapidamente odiadas, que os Chiitas começariam a cometer atentados suicidas, que os Curdos retomariam sua rebelião e que os governos sírio e iraniano planejariam novas maneiras de sabotar o domínio americano. Ficar lá seria muito doloroso, sair de lá, humilhante". Quando a ocupação já durava um semestre em outubro de 2003, eu previ que "a missão no Iraque terminaria em fracasso" porque a motivação iraquiana de remover as forças de coalizão excedia enormemente a motivação da coalizão de permanecer. "O esforço liderado pelos EUA de arrumar o Iraque não é importante o bastante para os americanos, britânicos ou outros parceiros não muçulmanos de continuarem até o fim". Agora novamente, eu reitero que aquela mesma falta de vontade (quantos americanos ou britânicos se preocupam profundamente com o curso do futuro do Iraque?) significa que as forças de coalizão não podem alcançar a grandiosa meta de reabilitar o Iraque. Ao pedir a retirada, os críticos refletem o espírito nacional que deixa a administração Bush cada vez mais isolada, uma tendência que quase certamente irá continuar. Mas o Presidente George W. Bush tem razão de insistir em manter as tropas no Iraque. Em parte, a credibilidade da América está em jogo. O país não pode se dar ao luxo de, como observou Victor Davis Hanson, ter sua primeira retirada do campo de batalha. A multidão que defende a fuga se ilude neste ponto. O Senador George Voinovich (Republicano de Ohio) sustenta que "se todo mundo souber que estamos partindo [do Iraque], porá o medo de Deus neles" para o qual Jeff Jacoby sarcasticamente responde no Boston Globe: seguramente, "a Al-Qaeda não ficaria assustada ao ver os americanos em retirada". As tropas também deveriam permanecer no Iraque por outra razão: O Iraque oferece uma base sem igual da qual se pode influenciar o desenrolar dos acontecimentos no teatro mais volátil do mundo. Os governos de coalizão podem usá-los para:
Eu conclamo que as tropas internacionais sejam liberadas de dispositivos explosivos improvisados, buracos urbanos e escoltas armadas e que sejam transferidas para os desertos e fronteiras onde eles e seus equipamentos de alta tecnologia podem fazer seu papel estratégico. Isto implica que a coalizão abandone sua exagerada e ambiciosa meta de um Iraque democrático, livre e próspero, ao invés disto teriam como objetivo um Iraque seguro, estável e decente. Em particular, realizar eleições em janeiro de 2005, uns meros 22 meses depois da derrubada do tirano, era prematuro e fora da realidade; os iraquianos precisarão de anos, talvez décadas, para aprender os hábitos sutis de uma sociedade aberta. Remover Saddam Hussein foi um ato realista e bem-vindo de serviço de saúde pública internacional, mas consertar o Iraque diante de uma liberada, fraturada e ideológica população iraquiana, permanece além da vontade até onde a coalizão quer ir. A coalizão deu aos Iraquianos um novo começo; não pode se responsabilizar por eles nem pode reconstruir seu país. Focalizando também no nível estratégico, significa que a coalizão se distancie dos acontecimentos internos do Iraque e trate os iraquianos como adultos que amoldam seu próprio destino, não como custódias: chega de abraçar os líderes do país, de tratar seus parlamentares como subalternos, nem de encorajar parceiros locais a emigrarem para Dinamarca ou para os Estados Unidos. Isso significa ficar no curso, porém alterando-o, transferi-lo para as bases no deserto, não abandonar o Iraque. Tópicos Relacionados: Iraque, Política externa dos Estados Unidos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
|
||||||||||
|
Todo o material deste site ©1980-2012 Daniel Pipes. Traduzido por Márcia Leal. |
|||||||||||