|
|||||||||||
|
|||||||||||
|
Artigos Relacionados Barack Obama já foi muçulmano?por Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/5298/barack-obama-ja-foi-muculmano Original em inglês: Was Barack Obama a Muslim? "Se eu fosse muçulmano eu lhe diria", disse Barack Obama, e eu acredito nele. Na realidade, ele é um cristão praticante, membro da Igreja União da Trindade de Cristo. Ele não é um muçulmano agora. Mas ele já foi muçulmano alguma vez ou visto por outros como muçulmano? Mais precisamente, os muçulmanos poderiam considerá-lo um murtadd (apóstata), quer dizer, um muçulmano que se converteu para outra religião e portanto, alguém cujo sangue poder-se-ia derramar?
Estas declarações levantam duas perguntas: Qual é a verdadeira conexão de Obama com o Islã e quais implicações elas poderiam ter para uma presidência de Obama? Obama já foi alguma vez muçulmano?"Eu sempre fui cristão, disse Obama", focalizando na sua própria falta de prática no Islã como criança, para assim negar qualquer conexão com o Islã. Contudo os muçulmanos não vêem a prática como chave. Para eles, o fato dele ter nascido de uma linhagem de homens muçulmanos o faz muçulmano de nascença. Mais do que isso, todas as crianças nascidas com um nome árabe baseado na raiz trilateral H-S-N (Hussein, Hassan, e outros) pode ser considerado muçulmano, portanto eles entenderão que o nome completo de Obama, Barack Hussein Obama, é o suficiente para proclamá-lo muçulmano de nascença. Mais ainda: como criança sua família e seus amigos consideravam-no muçulmano. Em "Obama Ridiculariza Alegação Sobre Escola Islâmica", Nedra Pickler da Associated Press escreveu no dia 24 de janeiro de 2007 que:
Questionado, o diretor de comunicações de Obama, Robert Gibbs respondeu a Pickler, indicando que:
Dois meses mais tarde, Paul Watson do Los Angeles Times (disponível on-line numa reimpressão do Baltimore Sun) informou que a campanha de Obama tinha se esquivado daquela declaração absoluta e ao invés disso emitiu uma outra mais sutil: "Obama nunca foi um muçulmano praticante". O Times analisou o assunto com mais profundidade e melhor informado sobre o seu interlúdio na Indonésia:
Recordando os tempos de Obama na Indonésia, a descrição do Times contém citações de que Obama "ia à mesquita" e que ele "era muçulmano". Resumido, a evidência disponível indica que Obama nasceu muçulmano de pai muçulmano não-praticante e que durante alguns anos teve uma razoável educação muçulmana sob os cuidados do padrasto indonésio. Num determinado momento, ele se converteu ao Cristianismo. Parece falso afirmar, como o faz Obama: "eu sempre fui cristão" e "eu nunca pratiquei o Islamismo". A campanha parece ser ou ignorante ou falsa quando declara que "Obama nunca orou em uma mesquita". Implicações da Conversão de ObamaResumindo, a conversão de Obama para uma outra fé o torna um murtadd. Dito isto, o castigo para a apostasia na infância é menos severa do que sua versão para adultos. Como mostra Robert Spencer, "de acordo com a lei islâmica um homem apóstata não será executado caso ele não tenha chegado à puberdade (cf. ‘Umdat al-Salik o8.2; Hidayah vol. II pág. 246). Outros, porém, mantém que ele deveria estar preso até que alcance a idade adulta e então seja ‘convidado' a aceitar o Islã, mas oficialmente a pena de morte para jovens apóstatas está fora de questão". Do lado positivo, se Obama fosse proeminentemente acusado de apostasia, isso levantaria exclusivamente a questão do direito de um muçulmano de mudar religião, levando um tópico eternamente secundário, a se tornar primário e central, talvez para o grande futuro benefício daqueles muçulmanos que buscam se declararem ateus ou se converterem para outra religião. Todavia, caso os muçulmanos vejam Obama como um murtadd, isso afetaria de forma significativa sua presidência? O único precedente a julgar essa questão é a de Carlos Saúl Menem, presidente de Argentina de 1989 a 1999. Filho de dois imigrantes sírios muçulmanos e marido de outra síria-argentina, Zulema Fátima Yoma, Menem se converteu ao Catolicismo Romano. Sua esposa disse publicamente que Menem largou o Islã por razões políticas—porque até 1994 a lei argentina exigia que o presidente fosse membro da Igreja. Do ponto de vista muçulmano, NYT de 8 de Jan. de 89, a conversão de Menem é pior do que a de Obama, por ter sido realizada quando ele já era adulto. No entanto, Menem não foi ameaçado ou de alguma outra forma teve que pagar qualquer preço pela sua troca de religião, até mesmo durante suas viagens para países de maioria-muçulmana, a Síria em particular. Uma coisa é ser presidente da Argentina nos anos noventa, porém, outra coisa é ser presidente dos Estados Unidos em 2009. Poder-se-ia assumir que alguns Islâmicos o repudiariam como um murtadd e tentariam executá-lo. Entretanto, dada a bolha protetora que cerca um presidente americano, esta ameaça presumivelmente não faria muita diferença para que ele pudesse cumprir com suas obrigações. Mais significativamente, de que maneira a maioria muçulmana reagiria a ele, ficaria furiosa com o que eles considerariam sua apostasia? Esta reação é uma real possibilidade, que poderia minar suas iniciativas para com o mundo muçulmano. Tópicos Relacionados: Apostasia muçulmana & liberdade de opinião, Política dos Estados Unidos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
|
||||||||||
|
Todo o material deste site ©1980-2012 Daniel Pipes. Traduzido por Márcia Leal. |
|||||||||||