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Tudo normal na Autoridade Palestinapor Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/2654/tudo-normal-na-autoridade-palestina Original em inglês: Business as Usual in the Palestinian Authority A morte de Yasser Arafat em novembro despertou grandes esperanças nos que viam em sua personalidade malévola a razão principal da intransigência palestina. No entanto, esperavam poucas mudanças aqueles dentre nós que consideravam o problema como algo que transcendia Arafat — por ser, antes, o resultado da profunda radicalização da estrutura política palestina. Assim, escrevi na época da eleição de Mahmoud Abbas à chefia da Autoridade Palestina que ele "é um inimigo em potencial muito mais terrível para Israel" do que foi Arafat. E como está a situação agora, passados seis meses da morte de Arafat? Quase tão ruim quanto se poderia imaginar. Para ser exato, Abbas, inequivocamente, está conduzindo os palestinos à guerra contra Israel após a retirada de Gaza em agosto de 2005. Considerem-se alguns fatos recentes:
Em conseqüência, o terrorismo palestino, principalmente o originário de Gaza, cresceu de forma dramática desde abril. A situação deteriorou-se a tal ponto que uma analista política, Leslie Susser, avalia que o cessar-fogo de fevereiro "pode estar prestes a ser rompido". É difícil contestar Caroline Glick quando ela conclui que os governos de Sharon e de Bush cometeram "um engano terrível" ao apostar em Abbas. Ainda assim, nenhum dos dois admite esse erro porque, tendo enfatizado as boas intenções de Abbas, ambos estão profundamente empenhados no sucesso de sua carreira política. Provavelmente, a retirada israelense de Gaza planejada para agosto precipitará novos ciclos de violência. Um deles pode acontecer em julho, no momento em que as Forças de Defesa de Israel fizerem uma varredura completa em Gaza para assegurar que a futura retirada não ocorra sob fogo palestino. Mais violência pode sobrevir em setembro, quando os palestinos, com plenos poderes sobre Gaza, iniciarem um novo ataque a Israel. É de se imaginar que figure nesse ataque o considerável arsenal de foguetes que o Hamas vem acumulando. O chefe do Estado-Maior de Israel, Moshe Ya'alon, predisse em um seminário que, "logo após o desligamento, podemos esperar nova irrupção do terrorismo". Ariel Sharon foi bem cuidadoso ao dispor todos os elementos adequados a um desastre de grandes proporções. Por ironia, o único fato que poderia alterar o rumo dos acontecimentos seria uma vitória do Hamas nas eleições para o Conselho palestino em meados de julho. Em Israel, mais e mais vozes pedem o adiamento e até o cancelamento da retirada no caso de uma vitória do Hamas, o que parece provável. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, por exemplo, disse que, se o Hamas vencer as eleições, será "absurdo" implementar o plano de desligamento e permitir que o Hamas crie um "Hamastão" em Gaza. Logo, muitas coisas podem ocorrer nos próximos quatro meses. Seu ponto em comum é que, a partir de setembro, o teatro de guerra no Oriente Médio estará bem pior do que está hoje. Tópicos Relacionados: Conflito e diplomacia árabe-israelense, Palestinos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
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