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Artigos Relacionados Farrakhan Exige Reparações dos Judeuspor Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/8648/farrakhan-exige-reparacoes-dos-judeus Original em inglês: Farrakhan Demands Reparations from Jews Recentemente Louis Farrakhan enviou uma carta de três páginas juntamente com dois livros aos dirigentes de dezesseis organizações judaicas. Datada de 24 de junho de 2010, a carta resplandecente com o símbolo da lua crescente e o título retumbante e impressionante de Farrakhan ("Representante Nacional do Excelentíssimo Elijah Muhammad e da Nação do Islã"). Nela, ele declara que os livros (volume dois do The Secret Relationship Between Blacks and Jews e Jews Selling Blacks: Slave Trade by American Jews) apresentam
"Não encontrará nenhum," declara Farrakhan, que em seguida pergunta: "com base em que vocês acusam a mim e a nós de sermos "antissemitas""? Bem pelo contrário, afirma Farrakhan, "nós podemos agora acusá-los da conduta mais veemente anti-Negros nos anais da nossa história nos Estados Unidos e no mundo. Nós podemos acusá-los de serem os mais desonestos dos assim chamados amigos, ao passo que a sua história para conosco demonstra que vocês foram nosso pior inimigo". Farrakhan também poderia se concentrar no fato de que os judeus estão "sentados no topo do poder mundial, com bens e influência, enquanto as massas do seu povo aqui nos Estados Unidos, no Caribe, na América Central e do Sul e em qualquer outro lugar do mundo estão em condições piores do que qualquer outro membro da espécie humana". Ele poderia usar esses argumentos, recorda, mas optou por não fazê-lo: "Eu não escrevo com sarcasmo venenoso, ódio, amargura ou espírito de vingança". Ao contrário, ele espera estabelecer vínculos com os judeus: "Eu implorei a vocês pelos anos afora por um diálogo sensato e inteligente. Vocês me rejeitaram". Apesar dos fracassos anteriores, a publicação desses dois livros, inspira Farrakhan a tentar mais uma vez: "eu peço novamente um diálogo". Para Farrakhan, diálogo significa reparações. Visto que os judeus "estão em uma situação de me ajudar no trabalho de humanização outorgado ao Excelentíssimo Elijah Muhammad por Alá (Deus)". Mais especificamente: "Essa é uma proposta que pede a vocês e aos gentios que vocês influenciam a me ajudarem na reparação ao meu povo pelo dano causado por seus ancestrais aos meus". Em outras palavras, após anos de demandas malsucedidas por reparações para os negros ao governo dos Estados Unidos, ele agora se volta aos judeus por indenizações com base em suas alegadas injustiças do passado. Farrakhan apresenta esse momento tanto como uma oportunidade única para os judeus ("Essa é uma maneira formidável da geração atual de judeus de escapar do Julgamento de Alá") quanto como um ultimato:
Caso o judeus rejeitem essa proposta, Farrakhan ameaça com "desgraça e ruína":
Ele termina com "Apresentado Respeitosa e Atenciosamente pelo Excelentíssimo Ministro Louis Farrakhan, Servidor do Lost-Found Nation of Islam no Ocidente". Comentários: (1) Em um importante discurso em 26 de junho, Farrakhan anunciou ter enviado esses livros a mais do que aos mencionados líderes judeus :
(2) Segundo a publicação de Farrakhan, The Final Call, todos os líderes judeus responderam a sua carta, censurando-a.
(4) As tentativas de culpar os judeus pelo comércio de escravos lembram as teorias conspiratórias culpando os judeus pelos atentados de 11 de setembro: em ambos os casos, os judeus são transportados infundadamente para dentro de uma história no que tange predominantemente acerca dos muçulmanos. (5) Farrakhan se baseia em uma óbvia, porém esperta duplicidade em sua carta: "nós podemos acusá-los" com muitas acusações, mas não iremos fazê-lo. Estamos propondo um acordo, mas se vocês o rejeitarem, "desgraça e ruína" os esperam. A carta equivale a uma tentativa nada sutil de extorsão. (6) Ela também apresenta um exemplo perverso de antissemitismo benigno, pelo qual o interlocutor espera que os judeus irão usar o que ele imagina estar no poder deles a fim de ajudá-lo – nesse caso suplicando por ajuda para com "os gentios sobre quem vocês têm influência". (7) Poder-se-ia imaginar que com Barack Obama na Casa Branca e a África gozando de altas taxas de crescimento econômico, Farrakhan iria parar de se focar nos judeus para "tirar o meu povo de seu estado de degradação". (8) A carta se encaixa num padrão de antissemitismo por parte de Farrakhan que lembra o início, quando do reestabelecimento da Nação do Islã em 1978. Em contrapartida, sob Elijah Muhammad, que faleceu em 1975, Farrakhan e o NoI de maneira geral mostravam pouco interesse nos judeus. (9) Klein do ZOA chama essa carta de "uma pregação para a violência contra os judeus", no que ele está certo: Farrakhan sabe muito bem que não terá a resposta que exige. (10) Farrakhan elogiou Obama como "a esperança para o mundo inteiro," "aquele que pode resgatar os Estados Unidos da sua queda" e o enviado pelo "Messias". a presidência de Obama aparentemente incentivou-o a renovar os ataques contra os judeus. (11) Onde estão o Conselho de Relações Americano Islâmicas, a Sociedade Islâmica da América do Norte, a Sociedade Americano Muçulmana e o Conselho Muçulmano de Relações Públicas? Espera-se que condenem Farrakhan. Atualização de 13 de julho de 2010: O leitor Alan Silverman, assinala que eu deixei de mencionar um terceiro livro, posterior, que demole ainda mais a "pesquisa" da Nação do Islã": Jews, Slaves, and the Slave Trade: Setting the Record Straight (New York University Pres, 1998) por Eli Faber. E o leitor Wallace Edward Brand lembra de um importante artigo de Henry Louis Gates, "Black Demagogues and Pseudo-Scholars." Tópicos Relacionados: Afro-americanos convertidos, Antissemitismo, Muçulmanos nos Estados Unidos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
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