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Síndrome de Jihad Súbita (na Carolina do Norte)por Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/3482/sindrome-de-jihad-subita-na-carolina-do-norte Original em inglês: Sudden Jihad Syndrome (in North Carolina) "Individualmente, os islamistas podem até parecer sensatos e cumpridores da lei, mas fazem parte de um movimento totalitarista, de modo que todos eles devem ser considerados assassinos em potencial." Escrevi essas palavras dias após o 11 de Setembro de 2001 e tenho sido criticado por elas desde então. Porém um incidente ocorrido em 3 de março na Universidade da Carolina do Norte (UNC), em Chapel Hill, indica que eu não fui tão longe quanto deveria.
Na ocasião, o estudante recém-formado Mohammed Reza Taheri-azar, um iraniano de vinte e dois anos de idade, avançou com seu utilitário esporte sobre uma área de pedestres muito movimentada. Ele atropelou nove pessoas e, por sorte, nenhuma delas teve ferimentos graves. Até essa repentina manifestação de ódio, Taheri-azar, graduado em filosofia e psicologia, levava uma vida de aparente normalidade e tinha um futuro promissor. No colégio, foi presidente do conselho estudantil e membro da National Honor Society. O Los Angeles Times conta que vários alunos da UNC descreveram-no como "um estudante aplicado, tímido mas agradável". Um colega, Brian Copeland, declarou-se "impressionado com seu domínio do pensamento clássico ocidental", acrescentando que "ele estava mais para o amistoso e gentil do que para o agressivo e violento". O reitor James Moeser afirmou que ele era um bom aluno, ainda que "completamente arredio, introvertido e voltado para os próprios interesses". De fato, nenhum de seus conhecidos disse algo que o desabonasse, o que é importante, pois indica que ele não é um marginal, não é um homicida, não é um psicótico, e sim um aluno dedicado e um jovem afável. O que suscita uma pergunta óbvia: por que uma pessoa normal tentaria matar um número qualquer de estudantes reunidos ao acaso? Depois de ser preso, Taheri-azar fez declarações que nos dão algumas pistas.
Em resumo, Taheri-azar encarna o último pesadelo islamista: um muçulmano supostamente bem integrado cuja religião o inspira, de repente, a matar não-muçulmanos. Taheri-azar admitiu ter planejado sua jihad por mais de dois anos, ou seja, durante sua estada na universidade. Não é difícil imaginar como tal idéia se desenvolveu, dada a coerência da ideologia islamista, sua imensa penetração (até na Associação de Estudantes Muçulmanos da UNC), e sua ressonância no meio islâmico. Se Taheri-azar estivesse sozinho na adoção furtiva do Islã radical, seria possível ignorar seu caso, todavia ele segue a prática, cada vez mais difundida entre muçulmanos, de manter uma vida discreta antes de se iniciar no terrorismo. Pertencem a esse grupo os seqüestradores responsáveis pelos atentados do 11 de Setembro, os que detonaram as bombas no transporte público de Londres e o engenheiro da Intel preso antes que se juntasse ao Talibã no Afeganistão, Maher Hawash. Um saudita radicado em Houston, Mohammed Ali Alayed, encaixa-se nesse padrão por ter matado com um golpe de faca o judeu Ariel Sellouk, de quem costumava ser amigo. Nota-se a mesma conduta em alguns convertidos ao Islã; quem teria imaginado que uma belga de trinta e oito anos, Muriel Degauque, surgiria no Iraque como uma terrorista suicida disposta a se arremessar contra uma base militar americana? A isso dei o nome de Síndrome de Jihad Súbita, que se caracteriza pela transformação abrupta de muçulmanos aparentemente normais em indivíduos violentos. Traz a conseqüência terrível porém legítima de lançar suspeitas sobre todos os seguidores do Islamismo. Quem sabe de onde virá o próximo jihadista? Como ter certeza de que um muçulmano cumpridor da lei não explodirá em um acesso de fúria homicida? Sim, claro, eles não são muitos, mas seu número é desproporcionalmente superior ao dos casos registrados entre os não-muçulmanos. A síndrome ajuda a explicar o medo ante o Islã e a desconfiança em relação aos muçulmanos, que as pesquisas assinalam como crescentes desde 11 de setembro de 2001. A tentativa dos muçulmanos de denunciar essas tendências como preconceito, como o "novo anti-semitismo" ou como "islamofobia" é tão infundada quanto acusar antinazistas de "germanofobia" ou anticomunistas de "russofobia". Em vez de se apresentarem como vítimas, os muçulmanos deveriam enfrentar esse medo desenvolvendo uma versão moderada, moderna e sociável do Islã, que rejeitasse o radicalismo islâmico, a jihad e a submissão dos "infiéis". Atualização de 14 de março de 2006: Ao pedido de entrevista feito por uma estação de tv local, Taheri-azar respondeu com uma carta, datada de 10 de março, na qual ele explicou o que pretendia com o ataque (a versão digital foi gentilmente cedida pela PipeLineNews)
Comentário: A frase "não agi por ódio à América, mas por amor a Alá" merece particular atenção. Tópicos Relacionados: Muçulmanos nos Estados Unidos, Terrorismo cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
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