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Chamadas para o inimigopor Daniel Pipes e Sharon Chadha http://pt.danielpipes.org/3551/chamadas-para-o-inimigo Original em inglês: Telephoning the Enemy A principal organização islamista da América do Norte, o CAIR, Conselho de Relações Islâmico-Americanas, logrou um aparente reconhecimento público na semana passada ao receber o FBI como seu entrevistado em um programa de televisão. Se, entretanto, a maior agência de manutenção da lei nos Estados Unidos e muitas outras do establisment americano desconhecem as simpatias do CAIR pelo inimigo, há quem compreenda melhor o problema -- como o Government Emergency Telecommunications Service (GETS). Informação essencial sobre o GETS: durante os períodos de congestionamento máximo nas redes de telecomunicações, como em uma emergência nacional, esse serviço do governo oferece um cartão que autoriza os "responsáveis pela direção e controle de funções indispensáveis à organização e execução de medidas nas situações de emergência ou de risco para a segurança nacional" — tais como membros do Congresso, das forças policiais e das forças militares — a receber tratamento privilegiado nas chamadas telefônicas que fizerem. Organizações privadas que de algum modo prestam atendimento de emergência também podem usar os cartões. O CAIR, que se arroga uma "posição de invejável prestígio nos mais altos escalões" de Washington, concluiu que merecia, ele também, o privilégio. Neste mês, o grupo requisitou ao GETS o status de prioridade, alegando ser um dos principais pontos de contato com os muçulmanos depois de 11 de setembro de 2001. O pedido do CAIR foi negado em menos de três horas. Parece que o GETS recusou o CAIR porque este não preenchia os requisitos necessários ao status de prioridade. Mas a recusa estaria muito bem justificada caso se baseasse nos telefonemas do CAIR a indivíduos suspeitos de conexões terroristas, telefonemas que a organização muito solicitamente registra nos autos de uma ação que ela mesma propôs. Mais dados essenciais: em janeiro de 2006, o CAIR anexou documentos a um processo judicial, na qualidade de litisconsorte ativo. A entidade argumenta que suas ligações telefônicas para o exterior teriam sido interceptadas pela National Security Agency graças a um programa supostamente inconstitucional criado pelo presidente Bush em 2002 e que dá à NSA poderes para grampear, sem autorização da Justiça, as comunicações do inimigo em tempo de guerra. O CAIR incorporou aos autos do processo algumas de suas comunicações eletrônicas com pessoas acusadas de vínculos terroristas. Quatro nomes são mencionados especificamente:
Assim, nos próprios documentos que apresentou à Justiça, o CAIR estabeleceu em definitivo suas inúmeras comunicações com suspeitos de vínculos terroristas. Mais que simplesmente negar ao CAIR os privilégios oferecidos pelo GETS, o governo americano deveria considerar o corte das linhas telefônicas do grupo na eventualidade de uma emergência nacional. Tópicos Relacionados: Muçulmanos nos Estados Unidos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
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