|
|||||||||||
|
|||||||||||
A Nike e o 11 de Setembropor Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/3959/a-nike-e-o-11-de-setembro Original em inglês: Nike and 9/11 Cinco anos após os ataques de 11 de setembro de 2001, ficou claro como o terrorismo retardou a causa do Islamismo radical. Os horrores do 11 de Setembro alarmaram os americanos e obstruíram o tranqüilo, porém mortal esforço dos muçulmanos em subverter o país de dentro para fora, ainda que trabalhando na legalidade. Eles já não podem replicar seus sucessos anteriores a 11 de setembro. Isto se encaixa num padrão irônico, pelo qual o terrorismo normalmente (mas nem sempre) obstrui o avanço do Islamismo radical. Para ilustrar, considere o exemplo dos dias calmos do Islamismo radical no final dos anos 90 – desta forma uma organização muçulmana proeminente, o Conselho de Relações Americano-islâmicas, humilhou com facilidade o gigantesco fabricante de produtos atléticos Nike, Inc. A Nike introduziu sua linha "Air" de tênis em 1996, com um logotipo estilizado no formato de uma flama da palavra Air na parte de trás do tênis e na sola. Quando os sábios do CAIR, sem o menor sentido, declararam que este logotipo poderia "ser interpretado" como uma transcrição árabe da palavra Alá, a Nike inicialmente protestou considerando-se inocente. Mas em junho 1997, já tinha aceito múltiplas medidas para se tornar agradável ao Conselho. Ela:
Deixando qualquer pretensão de dignidade de lado, a empresa informou que "o CAIR está satisfeito que nenhuma ofensa deliberada tinha sido planejada contra a comunidade muçulmana" através do logotipo. O diretor executivo de CAIR, Nihad Awad, respondeu arrogantemente que, caso um acordo não tivesse sido alcançado, sua organização teria convocado um boicote global aos produtos da Nike. Um porta-voz do grupo, Ibrahim Hooper, vociferou quanto à composição: "Para nós, isto é como uma vitória. Mostra que a comunidade muçulmana está crescendo e ficando mais forte nos Estados Unidos. Mostra que nossas vozes estão sendo ouvidas". Incentivado por este sucesso, o Sr. Awad viajou à sede da Assembléia Mundial da Mocidade Muçulmana, uma organização Wahhabi em Riad, na Arábia Saudita, para um ano mais tarde anunciar que a Nike não tinha cumprido seu compromisso. Ele esfolou a empresa por não fazer o recall de uma linha inteira de montagem de mais de 800.000 pares de tênis e por cobrir o logotipo do Air somente com uma leve camada de tinta vermelha, em vez de removê-la completamente, reclamando: "O remendo pode destacar-se facilmente com uso normal do tênis". Aumentando a pressão, o sr. Awad proclamou uma campanha "mundial contra produtos da Nike". A Nike capitulou novamente, anunciando um acordo em novembro de 1998 a respeito "do método a ser usado para remover o logotipo e a aparência dos tênis de forma ininterrupta nas lojas ao redor do mundo". Conseguiu mais fundos para instalações esportivas para cinco escolas muçulmanas e o patrocínio de eventos da comunidade muçulmana, além de doar produtos da Nike a grupos beneficentes muçulmanos. A imprensa do comércio também sugeriu uma contribuição financeira ao CAIR. Hoje, tudo isso é história antiga. O CAIR ainda pode intimidar grandes corporações, como fez em 2005 com o Banco Imperial Canadense de Comércio, mas já não pode mais fazê-las tremer para obter dinheiro vivo, nem pode montar uma farsa como a da Air = Alá. O público tornou-se um pouco mais cético (entretanto nem sempre o suficiente). Sucessos como a capitulação da Nike inspiraram um triunfalismo muçulmano pré-11 de setembro. Um apologista, Richard H. Curtiss, sentiu esse gosto em setembro de 1999, quando classificou a decisão do Burger King de fechar um restaurante franqueado em Ma'aleh Adumim, uma cidade israelense na Cisjordânia, de "a batalha do Burger King". Ele hiperbolicamente a comparou "à batalha de Badr em 624, a primeira vitória da comunidade muçulmana, embora contasse com uma população bem menor". Retratando um sucesso trivial de lobby semelhante à vitória no campo de batalha que estarreceu o mundo, mostra a percepção da auto-confiança muçulmana no período pré-11 de setembro. Não menos sugestivo, o sr. Curtiss profetizou erroneamente, que os muçulmanos americanos irão, "nos próximos 5 ou 10 anos," ganhar mais batalhas deste tipo. Ao invés disto, os terroristas tomaram a iniciativa, relegando os muçulmanos que agem conforme a lei ao mero combate de escaramuças defensivas. Assim a grande violência, paradoxalmente, impede seriamente a agenda muçulmana na América. Tópicos Relacionados: Islã Radical, Muçulmanos nos Estados Unidos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
|
||||||||||
|
Todo o material deste site ©1980-2012 Daniel Pipes. Traduzido por Márcia Leal. |
|||||||||||