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Palestinos Que Preferem Israel

por Daniel Pipes
Jerusalem Post
2 de Janeiro de 2008

Original em inglês: Palestinians Who Prefer Israel
Tradução: Joseph Skilnik

Os palestinos têm uma história encoberta de apreciação a Israel que contrasta com a sua mais conhecida narrativa de difamação e de irredentismo.

Ultimamente a primeira tem sido particularmente evidente, especialmente desde que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, lançou um balão de ensaio em outubro a respeito da transferência de algumas áreas de Jerusalém Oriental dominadas pelos árabes à Autoridade Palestina. Como ele retoricamente tem questionado a respeito das ações israelenses em 1967, "Era necessário anexar o campo de refugiados Shuafat, al-Sawahra, Walajeh e outras aldeias e então declarar que estas fazem parte de Jerusalém? Pode-se fazer, eu admito, algumas legítimas indagações a este respeito".

Numa tacada só, esta afirmação transformou declarações pró Israel feitas pelos palestinos (como amostra, veja meu artigo de 2005, "O Inferno de Israel É Melhor do que o Paraíso de Arafat") do mais teórico ao ativo e político.

Realmente, as reflexões de Olmert provocaram algumas respostas agressivas. Como o título de um artigo do Globe and Mail coloca: "Alguns Palestinos preferem a vida em Israel: Em Jerusalém Oriental, seus residentes dizem que lutariam pela não transferência do regime a Abbas". O artigo dá o exemplo de Nabil Gheit que, com duas passagens por prisões israelenses e com cartazes de "o mártir Saddam Hussein "sobre a caixa registradora na sua loja, seria de se esperar regozijo pela possibilidade de partes de Jerusalém Oriental passarem para o controle da AP.

Não é assim. Como o mukhtar de Ras Khamis, perto de Shuafat, Gheit teme a AP e diz que ele, assim como outros lutariam pela não transferência "Se houvesse um referendo aqui, ninguém votaria pela união com a Autoridade Palestina... Haveria outra intifada para nos defendermos da AP".

Duas pesquisas de opinião publicadas na semana passada, da Keevoon Pesquisa, Estratégia & Comunicações e do jornal de língua árabe As-Sennara, levantaram amostras representativas de adultos árabes israelenses à respeito da questão da união com a AP e eles confirmam o que Gheit disse. Perguntado: "você preferiria ser um cidadão de Israel ou de um novo estado palestino?" 62 por cento querem permanecer como cidadãos israelenses e 14 por cento querem se juntar a um futuro estado palestino. Perguntado: você apóia a transferência do Triângulo [uma área dominada pelos árabes no norte de Israel] para a Autoridade Palestina?" 78 por cento se opõem à idéia e 18 por cento a apóiam.

Ignorando os "não sei/ se recusaram a responder" a relação dos que responderam que preferem permanecer dentro de Israel são quase idênticas – 82 por cento e 81 por cento, respectivamente. Gheit exagera quando diz que "ninguém" quer viver na AP, mas não muito. Milhares de residentes palestinos de Jerusalém que, receosos da AP, solicitaram a cidadania israelense desde a declaração de Olmert confirma ainda mais sua posição.

Por que tal afeto para com o estado que conhecidamente os palestinos insultam na mídia, na erudição, nas salas de aula, nas mesquitas e organismos internacionais que eles aterrorizam diariamente? Melhor deixá-los explicar suas motivações em citações diretas.

Outros levantam preocupações sobre a corrupção, os direitos humanos e até a auto-estima ("Quando os judeus falam em me trocar, é como se eles estivessem negando meu direito de ser uma pessoa").

Estas sérias visões não repudiam o anti-sionismo odioso que reina no Oriente Médio, mas revelam que quatro quintos dos palestinos que conhecem Israel diretamente entendem o fascínio por uma vida decente em um país decente, um fato com implicações importantes e positivas.

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