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Artigos Relacionados Esta Conferência Surrealista para a Reconstrução de Gazapor Daniel Pipes http://pt.danielpipes.org/6209/esta-conferencia-surrealista-para-a-reconstrucao Original em inglês: That Surreal Gaza Reconstruction Conference Será que eu fui o único a esfregar meus olhos ontem em descrença, quando o governo egípcio hospedava uma "Conferência Internacional para a Reconstrução de Gaza"?
Entre as maiores doações estão incluídas as contribuições do Conselho de Cooperação do Golfo de 1,65 bilhão de dólares no prazo de cinco anos e um comprometimento do governo dos Estados Unidos de 900 milhões de dólares do contribuinte americano (dos quais 300 milhões de dólares irão para a reconstrução de Gaza). Husni Mubarak do Egito, Nicholas Sarkozy da França, Silvio Berlusconi da Itália, Ban Ki-moon das Nações Unidas, Amr Moussa da Liga árabe e Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina discursaram. Por que a minha descrença neste espetáculo: Eu desejo saber se essas eminências e personalidades realmente acreditam que a guerra em Gaza é coisa do passado e que chegou a hora da reconstrução? Eles não devem ler os despachos do sul de Israel, que relata a guerra diária que continua lá. Pegue um item de uma notícia representativa do Yedi'ot Aharonot, datado de 28 de fevereiro, "Peritos: Grads em Ashkelon eram avançados".
Em um protesto oficial às Nações Unidas, a Embaixadora de Israel Gabriela Shalev observou "houve quase 100 ataques com foguetes e morteiros da Faixa de Gaza" desde o cessar-fogo do dia 18 de janeiro, ou seja, mais de dois por dia. E têm aumentado em número, com 12 foguetes lançados somente à Sderot no dia 1 de março. Respondendo a estes ataques, o gabinete israelense resolveu no dia 1 de março que "caso os lançamentos da Faixa de Gaza continuem, eles seriam confrontados com uma resposta dolorosa, afiada, forte e inflexível pelas forças de segurança". O Primeiro Ministro-designado Binyamin Netanyahu ecoou esta belicosidade, dizendo, ao que consta, a um líder europeu que ele não sacrificaria a segurança de Israel "por um sorriso". (O Ministro do exterior Saudita Saud Al-Faisal, concordando de forma inesperada, observou que a reconstrução de Gaza seria "difícil e imprudente, enquanto a paz e a segurança não prevalecerem lá".) Que diabos os países doadores estão fazendo, entrando no meio de uma guerra em-andamento com a sua notoriedade empenhada supostamente na reconstrução? Meu melhor palpite: isto lhes permite sutilmente sinalizar a Jerusalém que é melhor não atacar Gaza novamente, porque fazendo-o se verão confrontados com muitos governos doadores muito irados – incluindo, claro, a administração Obama. Acrescentando à qualidade surrealista, existe uma negligente desconsideração pelas necessidades de segurança de Israel. Considere a atitude de Douglas Alexander, o secretário de desenvolvimento internacional para o governo Trabalhista da Inglaterra que prometeu doar 30 milhões de Libras Esterlinas de fundos dos seus contribuintes para reconstruir casas, escolas e hospitais em Gaza. "Há uma necessidade desesperada para que as duras restrições sobre o suprimento de bens seja afrouxado" disse ele, exigindo em seguida que "Israel tem de fazer a coisa certa depressa e tem de permitir bens muito- necessitados de chegarem a esses homens, mulheres e crianças que continuam sofrendo". Isso é muito humanitário da parte do Sr. Alexander, mas ele intencionalmente ignorou as expectativas israelenses de que o Hamas confiscará o aço, o concreto e outros materiais de construção importados para construir mais túneis, bunkers e foguetes. Afinal de contas, o Hamas desviou anteriormente entregas destinadas aos civis e de maneira tão flagrante que até mesmo a normalmente dócil Agência das Nações Unidas de Ajuda e Trabalho protestou. Husni Mubarak poderia advertir o Hamas para não tratar as promessas dos doadores como uma "conquista de guerra", mas seguramente fará precisamente isso. O representante dos Estados Unidos Mark Kirk (Republicano de Illinois) entendeu bem: Encaminhar 900 milhões de dólares a esta área, e digamos que o Hamas poderia apenas roubar 10 por cento disso, nós ainda nos tornaríamos o segundo maior financiador do Hamas depois do Irã". Assim, sob a alegre bandeira de construir, nas palavras de Clinton, "uma paz abrangente entre Israel e seus vizinhos árabes", os estados doadores não só estão desafiando Israel a se proteger do lançamento de foguetes mas estão canalizando matériel para o Hamas. Trata-se de ignorância ou mendacidade? Eu suspeito que seja a segunda; ninguém é tão tolo assim. Atualização de 3 de março de 2009: Barry Rubin faz um argumento complementar em "Gaza a Que Preço"? contra os fundos para a reconstrução, observando que isto não levará à boa vontade nem à paz Tópicos Relacionados: Conflito e diplomacia árabe-israelense, Palestinos, Política externa dos Estados Unidos cadastre-se para receber gratuitamente o boletim semanal de daniel pipes em português Esse texto poderá ser reproduzido ou reencaminhado, contanto que seja apresentado em sua íntegra juntamente com informações completas sobre o autor, data, local da publicação e URL original. |
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